quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Memórias de um veróni escaldante


Hoje (já lá vai um mês) estavam as raparigas do costume na praia.
Em prol de uma vida mais activa neguei o Jógan e corri devagarinho para a água.
Somos fãs de uma senhora que corre a praia a nado todos os dias, com um boné branquinho enfiado na cabecinha, espantando os peixes e perguntando ao José se os tampões dos ouvidos para a água eram headphones… Mas que grande ideia!
Adiante. Hoje a dita senhora passou longe e nós, bando de incrédulas, achávamos que a nossa mãe nos mentia porque já vê mal, achávamos que os reflexos prateados na água não eram peixes como ela tão confiantemente afirmava mas sim nhanha, simplesmente porque se confunde, porque reluz igual ao sol.
Incrédulas, hoje deparámo-nos com um cardume a escassos metros. Peixes de bocarra à tona, devorando toda a nhanha que por ali existia. Num acto de telepatia olhei para a minha comparsa e não foi necessário dizer nada: íamos espantar os peixes se nadássemos rápido e a direito. Claro que as brilhantes ideias são captadas de imediato e assim que tornámos a vislumbrar o horizonte já vinha uma senhora de nadar gracioso, costas, tipo baleia, em rota de colisão com o NOSSO cardume.
Não deu graça nenhuma, a senhora espantou-os mesmo antes de conseguirmos articular qualquer indignação.
Saímos e fomos torrar mais um bocadinho.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Porque o verão só acaba QUANDO o veraneante mandar!


TOOODO o santo tuga tira férias em Agosto. Nós por cá também.
Voltamos com nova roupagem e asneirada pronta. Relataremos vivências e histórias fofinhas que se meteram no nosso caminho em plena silly season, tudo com o toque de perspicácia jornalistica (cor de rosa fuxia) que já é do costume.
Como dizemos ao Bife que nos visita o sul do país melhorando a "saída técnica de crise": Enjoy yourself the gelating!



O cão que ataca marcha-atrás.

Em tempos conheci um cão Lulu, caniche branco pêlo rente, 40 cm.
Mal via as vizinhas fantásticas saltava com fúria que até a dona se admirava, um lulu tão pacífico...
Ora o palerma do Super Lulu, apanhando-nos distraídas fazia-nos o coração disparar.
No outro dia lembrei-me de tal personagem porque aqui nos arredores dos condomínios estava um caga-tacos tipo cão, tamanho chiwawa, que rosnava a uma meia dúzia de miúdos em idade de apenas asneirar e algo me encantou de imediato. Não só fazia uma monumental ladradela como também estava furioso. Mas havia um maravilhoso pormenor. Conforme o nosso inconformado cão ladrava e investia dentinhos afiados aos putos, num acesso de bravura recuava em pulinhos enquanto aumentava a projecção da cólera. E assim parecia que a película tinha encravado e o frame não evoluía porque o bravo cãozinho, tipo a pilhas, corria para a frente enraivecido e segundos depois dava dois saltinhos para trás. Corria para a frente enraivecido e segundos depois dava dois saltinhos para trás. Corria para a frente enraivecido e segundos depois dava dois saltinhos para trás.
Não sei como a história acabou porque me entediei daquele cenário marcha - à frente marcha-atrás rapidamente mas uma coisa ficou clara: o cão era persistente!